Afegãos lembram um ano da morte de Massud

Milhares de afegãos se reuniram hoje em um estádio de Cabul para recordar o primeiro aniversário da morte de Ahmed Shah Massud, o comandante guerrilheiro que combateu os soviéticos e o Taleban por vários anos. Massud foi assassinado em 9 de setembro de 2001 por milicianos suicidas que teriam recebido ordens de Osama bin Laden. "Eles acreditaram que a sua morte seria o fim de tudo", disse o filho de Massud, Ahmed, de 13 anos, à multidão reunida no estádio. "Não sabiam que seu espírito continuaria vivo".Previamente, centenas de oficiais militares e funcionários do governo se inclinaram para beijar o jovem Massud, que estava vestido com um traje e um gorro de lã parecidos com os que seu pai usava. As cerimônias foram realizadas sob um forte esquema de segurança. Soldados revistavam carros e pessoas. Fora do estádio militares das forças de paz faziam a guarda, alguns com metralhadoras. Na última quinta-feira, a explosão de um carro-bomba matou pelo menos 30 pessoas em Cabul e, horas depois, o presidente afegão, Hamid Karzai, escapou ileso de um atentado na cidade de Kandahar.Durante a cerimônia de hoje, uma dezena de oradores, entre eles o ministro da Defesa afegão, Mohamed Fahim, elogiaram o comandante morto. Eles lembraram principalmente os 23 anos de Massud no comando de tropas, primeiro contra o governo apoiado pelos soviéticos e depois contra o Taleban. Depois da morte de Massud, Fahim ocupou o lugar dele no comando da Aliança do Norte.

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