Afegãos levam 30 corpos de civis mortos em ataque dos EUA

Funcionários dizem que bombardeio pode ter matado até 100 pessoas reunidas em residência por segurança

Agência Estado e Associated Press,

05 de maio de 2009 | 13h08

Funcionários afegãos afirmaram nesta terça-feira, 5, que moradores de vilas atacadas em bombardeios da coalizão liderada pelos Estados Unidos trouxeram pelo menos 30 corpos de civis atingidos. O ataque ocorreu durante um confronto em uma região do oeste afegão, controlada pelo Taleban.

 

Dois funcionários afegãos, um dos quais estava na vila e afirmou ter visto muitos corpos, disseram que crianças, mulheres e idosos se uniram em uma residência, por razões de segurança, após o início dos confrontos entre militantes e forças afegãs e da coalizão. Os funcionários disseram que uma aeronave depois bombardeou a vila, na província de Farah, atingindo pelo menos uma casa onde civis estavam reunidos.

 

O principal porta-voz das tropas dos EUA no Afeganistão, coronel Greg Julian, confirmou que as forças de coalizão participaram do confronto na área. Julian disse que vários afegãos feridos buscaram tratamento médico na base militar em Farah, mas ainda se investiga a possibilidade de civis mortos.

 

O chefe da polícia provincial, Abdul Ghafar, disse que 25 combatentes do Taleban e três policiais afegãos foram mortos no confronto, iniciado na segunda-feira no distrito de Bala Baluk. Ghafar também não confirmou a morte de civis. Um ex-alto funcionário do distrito de Bala Baluk, Mohammad Nieem Qadderda, afirmou que havia "mais de 100 civis mortos" e aproximadamente dez casas destruídas. Qadderda disse ainda que havia feridos com queimaduras graves.

 

As mortes de civis são fonte de crescente discórdia entre o governo do presidente afegão, Hamid Karzai, e a administração norte-americana. Nesta quarta-feira, Karzai e o presidente dos EUA, Barack Obama, se encontram em Washington.

 

Jornalistas e ativistas de direitos humanos raramente têm acesso aos locais de confrontos no Afeganistão, tornando difícil qualquer relato independente sobre mortes de civis no país. Funcionários norte-americanos já afirmaram que militantes forçam moradores a fingir que civis morreram, como parte de uma campanha de contrainformação.

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