Afegãos libertados acusam americanos de maus-tratos

Mais de 30 afegãos detidos por soldados norte-americanos em uma operação noturna contra um posto de segurança de um vilarejo local disseram ter sido chutados e sofrido abusos no centro de detenção do Exército dos Estados Unidos antes de serem libertados, quatro dias depois. "Se eles nos dessem todo o Afeganistão agora, não seria suficiente para pagar pelo que sofremos", disse um dos homens, Fida Mohammad, de 35 anos, que apresentava hematomas e estava furioso. Outro homem disse ter sido acertada a decisão de não reagir defensivamente à ação norte-americana contra sua equipe de segurança. "Se nós tivéssemos reagido, haveria troca de tiros e algumas pessoas teriam morrido", disse Ghoussullah, de 22 anos. O major Ralph Mills, um porta-voz do Comando Central dos Estados Unidos, disse que alguns ferimentos podem ter acontecido quando os homens foram presos durante o ataque no último domingo. Porém, ele negou sugestões de que os detidos tenham sofrido maus-tratos durante o período de detenção. As acusações dos afegãos são similares às feitas por um outro grupo, detido em 23 de janeiro, quando forças de segurança atacaram um complexo na província de Uruzgan. Vinte e um afegãos foram assassinados na operação.

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