Afegãs levam pedradas por ato contra lei do matrimônio

Nova medida estabelece que marido pode exigir sexo com a mulher uma vez a cada quatro dias

Agência Estado e Associated Press

15 de abril de 2009 | 17h36

Centenas de afegãos atrapalharam nesta quarta-feira, 15, um protesto de mais de 100 mulheres contra uma nova lei de matrimônio. Alguns homens e mulheres contrários à manifestação jogaram pedras nas ativistas. Policiais femininas fizeram um cordão de isolamento. Pela nova lei, aprovada no mês passado, o marido pode exigir sexo com a mulher uma vez a cada quatro dias, a menos que ela esteja doente ou possa se machucar com o ato.

 

 

Os críticos apontam que a regra legaliza o estupro no matrimônio. A medida também regula quando e por quais motivos uma mulher pode deixar sua casa sozinha. O governo do presidente Hamid Karzai afirma que a lei sobre a família xiita está sendo revisada pelo Departamento de Justiça e não será implementada da forma como está. Ainda que seja válida apenas para os xiitas - entre 10% e 20% da população afegã -, ativistas argumentam que a lei marca uma volta à opressão no estilo da imposta pelo Taleban.

 

 

 

O grupo fundamentalista, que governou o país entre 1996 e 2001, exigia que as mulheres usassem burcas e não saíssem de casa sem um parente do sexo masculino. Já xiitas que apoiam a regra, condenam os estrangeiros por se intrometerem em assuntos internos do país.

 

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