AFP / KHALED DESOUKI
AFP / KHALED DESOUKI

Afiliada do EI no Egito assume autoria de atentato no Cairo

Ataque com carro-bomba ao quartel das Forças de Segurança Nacional deixou 29 feridos; explosão foi sentida em toda a cidade

O Estado de S. Paulo

20 de agosto de 2015 | 08h34

CAIRO - O ramo egípcio do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) assumiu nesta quinta-feira, 20, a autoria do atentado com carro-bomba contra o quartel das Forças da Segurança Nacional no bairro de Shubra El-Kheima, no Cairo, que deixou 29 feridos.

Um comunicado divulgado nas redes sociais, cuja autenticidade não pode ser comprovada, afirmou que os "soldados do califado" atentaram contra a sede de segurança. Horas antes, um grupo desconhecido também havia reivindicado o ataque, criando certa confusão.

A afiliada do EI alegou que a operação foi uma ação de vingança por "todos os mártires muçulmanos", em particular pelos seis membros do grupo extremista que foram executados em maio após serem condenados por um tribunal militar por atacarem soldados e policiais. O caso ficou conhecido como "Arab Sharkas".

"Para que saibam os apóstatas de Interior e do Exército que nós não esquecemos nossa vingança e nos comprometemos diante de Deus a não descansar enquanto houver em suas mãos um prisioneiro", advertiu a nota.

O grupo ameaçou perpetrar mais ações terroristas e ressaltou que atacará "todos que tem as mãos manchadas com sangue dos muçulmanos e dos mujahedins".

A reivindicação se soma a que foi realizada por um grupo, até agora desconhecido, chamado "Al Kutla al Sauda" (Bloco Negro), que revelou que continuará a agir se os detidos sem acusações no Egito não forem libertados.

Segurança. Autoridades decretaram hoje estado de alerta e reforçaram a segurança nas proximidades dos edifícios governamentais e policiais do bairro onde ocorreu o atentado. O general Said Shalabi, diretor de segurança da província de Qaliubiya, que abrange o bairro onde ocorreu o ataque, explicou que a proteção em todas as delegacias de polícia foi intensificada.

Também foi estabelecido um cordão de segurança ao redor do Conselho Local e do gabinete do governador, segundo Shalabi. Autoridades fecharam todas as entradas e saídas da província nas fronteiras com Cairo e Gizé, e instalaram postos de controle fixos e móveis nas principais estradas e avenidas da região.

A explosão do carro-bomba teve como alvo o quartel das Forças da Segurança Nacional, que abrangem os serviços de inteligência, e são encarregados dos casos de terrorismo e espionagem, entre outros. O ataque deixou pelo menos 29 pessoas ficaram feridas, entre elas seis policiais, que foram encaminhados para hospitais da região. A detonação foi ouvida e sentida em toda a cidade.

O Ministério do Interior informou que um homem estacionou o carro-bomba em frente ao edifício de segurança e depois fugiu com outra pessoa em uma motocicleta que o seguia. Em seguida, acionou a carga explosiva por controle remoto.

Os ataques terroristas aumentaram no Egito, principalmente contra as forças de segurança, desde o golpe militar de 3 de julho de 2013 que derrubou o então presidente Mohammed Mursi. /EFE e ASSOCIATED PRESS

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