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Afiliada do EI no Egito afirma ter decapitado refém croata

Informação foi divulgada por grupo que monitora atividade de extremistas após foto de corpo decapitado ser distribuída nas redes sociais

O Estado de S. Paulo

12 de agosto de 2015 | 10h40

CAIRO - A organização egípcia filiada ao grupo Estado Islâmico (EI) conhecida como Província do Sinai publicou uma foto de um corpo decapitado que seria de um refém croata ameaçado de morte na semana passada, disse o serviço de monitoramento Site nesta quarta-feira, 12.

Até o momento, a autenticidade da foto não pôde ser verificada de modo independente pelas agências internacionais. A imagem traz a legenda "assassinato do refém croata devido à participação de seu país na guerra contra o Estado Islâmico, após o fim do prazo". 

A foto foi distribuída pelo Twitter nesta quarta-feira, de acordo com o Site. Se for confirmada, será a primeira decaptação de um refém ocidental pelo Província do Sinai, anteriormente conhecido como Ansar Bayt al-Maqdis, mas que mudou de nome após jurar lealdade ao Estado Islâmico.

Um porta-voz do Ministério do Interior do Egito afirmou que o país tomou conhecimento da notícia através dos relatos publicados na internet. "Vimos essa notícia online, mas estamos no momento conduzindo nossa própria verificação. Se confirmarmos que é mesmo verdade, vamos informar à mídia por meio de um comunicado.”

A embaixada da Croácia no Egito e o chanceler do país se recusaram a comentar a notícia. O primeiro-ministro croata, Zoran Milanovic, deve dar uma entrevista às 12h (horário de Brasília) para falar sobre a possível morte de um cidadão do seu país.

A foto que foi divulgada na internet mostra a cabeça de um homem bastante machucada sobre o seu corpo, com uma faca enfiadas na areia próximo a ele e a bandeira negra do EI ao fundo.

Além da imagem cruel, foram publicadas manchetes de jornais árabes que afirmam: "Croácia confirma suporte ao Egito na luta contra o terrorismo e o extremismo" e "Croácia afirma que dará apoio contínuo ao Curdistão".

Na semana passada, um vídeo publicado na Internet supostamente pelo Província do Sinai mostrava um homem que se identificava como Tomislav Salopek. Ele dizia que o grupo o mataria em 48 horas se as mulheres muçulmanas presas no Egito não fossem libertadas.

A Ardiseis Egypt, uma subsidiária da empresa francesa CGG, especializada em geologia de petróleo e gás, disse na semana passada que um de seus funcionários havia sido raptado em 22 de julho, no Cairo. 

Um porta-voz da CGC não confirmou a informação e disse que a empresa não tinha mais informações além das que estavam circulando na internet, mas estava tentado contato com as autoridades da Croácia e do Egito para esclarecer o caso.

O porta-voz disse ainda que o refém era um especialista terceirizado e não um funcionário direto da subsidiária da empresa.

Antecedentes. Em dezembro, o Província do Sinai afirmou ser o responsável pela morte do engenheiro de petróleo americano cujo corpo foi encontrado dentro de um carro em uma região desértica cerca de quatro meses antes. 

O grupo está na vanguarda da insurgência islâmica no Egito que já matou centenas de soldados e policiais nos dois anos depois do golpe que derrubou o presidente islâmico Mohamed Morsi, em julho de 2013.

Em julho, o grupo se envolveu no confronto que resultou em mais mortes na Península do Sinai em anos, no qual mais de 100 militantes e 17 soldados foram mortos em ataques simultâneos contra postos militares no norte do Sinai.

No ano passado, o Estado islâmico, que conquistou vastas áreas do Iraque e Síria, decapitou um número desconhecido de reféns tanto ocidentais quanto do Oriente Médio. / REUTERS e AP

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