África do Sul aprova intervenção do Exército para conter crise

Forças Armadas tentarão frear onda de ataques contra imigrantes que já deixou pelo menos 42 mortos

BBC e Reuters,

21 de maio de 2008 | 14h38

O presidente sul-africano Thabo Mbeki aprovou nesta quarta-feira, 21, a intervenção das forças armadas para ajudar a frear a violenta onda de ataques contra imigrantes africanos, anunciou o governo em comunicado. Pelo menos 42 pessoas morreram nos ataques xenófobos na capital Johanesburgo desde 11 de maio, informou a polícia nesta quarta. A população local acusa os estrangeiros de roubarem seus empregos.   Veja também Xenofobia é explícita no país    "O presidente Thabo Mbeki aprovou um pedido da polícia da África do Sul de empregar a Força Nacional para frear os crescentes ataques contra estrangeiros", informou a nota.   A violência contra os estrangeiros já se espalhou para outras quatro áreas de Johanesburgo. Estima-se que 13 mil imigrantes tenham fugido de suas casas com medo de represálias.   Nos últimos ataques, dois moçambicanos que trabalhavam como mineiros teriam sido espancados até a morte. A ministra do Interior, Novisiwe Mapisa-Nqakula, prometeu que nenhum imigrante ilegal será deportado enquanto os ataques não cessarem.   A onda de violência começou há cerca de uma semana no distrito de Alexandra. Imigrantes vindos de países vizinhos foram cercados por homens levando armas e barras de ferro e gritando "expulsem os estrangeiros".   Pessoas do Zimbábue, Moçambique e Malauí fugiram para bairros próximos.Casas foram queimadas e lojas saqueadas, e a violência se espalhou para outras áreas da cidade.   Desde o fim do apartheid, o sistema de segregação racial que vigorava na África do Sul, milhões de imigrantes se dirigiram ao país em busca de trabalho e proteção.   Ataque a bar   Uma multidão armada com paus e garrafas invadiu um bar na terça-feira à noite na cidade portuária de Durban, informou a polícia da África do Sul nesta quarta. Acredita-se que um estrangeiro seja proprietário do local.   Ninguém ficou ferido no ataque, informou a porta-voz da polícia de Durban Phindele Radebe. Ela disse que não estava claro se um estrangeiro era dono do estabelecimento e que o caso estava sendo investigado como "violência pública."   A polícia permanecia na local do incidente nesta quarta-feira ea área estava sob controle, segundo Phindele.     (Matéria atualizada às 15h45)

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