África do Sul declara fronteira com Zimbábue zona de desastre

Governo sul-africano diz que 664 pessoas foram tratadas pela doença; dos oito mortos, seis são zimbabuanos

Agência Estado e Associated Press,

11 de dezembro de 2008 | 11h41

Autoridades sul-africanas declararam nesta quinta-feira, 11, a fronteira com o Zimbábue uma área de desastre. A região sofre com uma epidemia de cólera. O governo provincial de Limpopo disse que pelo menos 664 pessoas foram tratadas por cólera e funcionários do setor de saúde têm dificuldade para controlar a situação. Oito pessoas morreram na província, seis deles zimbabuanos. Centenas de pessoas cruzam a fronteira em Beitbridge todos os dias para procurar emprego na África do Sul, ou para comprar produtos não disponíveis no empobrecido Zimbábue. O porta-voz do governo de Limpopo Mogale Nchabeleng disse que a zona de fronteira Vhembe foi declarada uma área de desastre pelas autoridades. Com isso, as autoridades poderão mobilizar recursos mais rapidamente para combater o problema. Também nesta quinta-feira, o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, disse que a epidemia de cólera no país está sob controle. Mugabe também rechaçou os pedidos para que deixe o poder, que ocupa desde 1980. O número de vítimas do cólera cresceu bastante nos últimos dias, no país localizado no sul da África. As Nações Unidas informaram na quarta-feira que 775 pessoas morreram e mais de 16 mil casos foram registrados desde o início da epidemia, em agosto. O cólera se espalhou rapidamente no Zimbábue por causa do péssimo sistema de saúde e pela falta de água potável. Na semana passada, o país declarou-se em estado de emergência de saúde, por causa do colapso no setor de saúde. Mugabe repetiu nesta quinta-feira que as acusações do Ocidente em relação ao cólera são apenas uma desculpa para retirá-lo do poder. O país vive também um impasse político. O presidente e o líder oposicionista Morgan Tsvangirai não chegam a um acordo para a divisão do poder, aprofundando a crise.

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