Afríca do Sul diz que acordo para Zimbábue ainda é possível

Presidente sul-africano fracassa em obter governo compartilhado com opositores para encerrar crise política

CRIS CHINAKA, REUTERS

13 de agosto de 2008 | 12h01

As negociações de divisão de poder no Zimbábue podem obter sucesso logo, apesar das discordâncias em relação a liderança, disse o presidente sul-africano, Thabo Mbeki, nesta quarta-feira, 13, depois de fracassar em obter um acordo depois de uma maratona de conversas. O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, e o líder opositor, Morgan Tsvangirai, se encontraram em Harare por três dias, mas não chegaram a um acordo, o que diminui as esperanças de que termine a crise pós-eleições que piorou ainda mais a crise econômica no país.   Mbeki disse em Harare que Mugabe havia concordado em dividir o poder com uma facção dissidente do Movimento pela Mudança Democrática, partido de posição de Tsvangirai, mas o líder do grupo, Arthur Mutambara, disse nesta quarta que não foi assinado nenhum acordo. "As negociações têm estrutura tripartite. Você não pode alcançar um acordo onde apenas duas partes concordam", disse Mutambara, acrescentando que é provável que as negociações continuem. "Estamos de fato convencidos de que é possível concluir essas negociações bem rapidamente", disse Mbeki, mediador-chefe das negociações, a repórteres na capital angolana, Luanda. Mbeki pediu paciência, dizendo que a questão crucial das posições de liderança ainda estão sendo discutidas. "Eles estão trabalhando para formar um governo realmente inclusivo", disse. As negociações seguem a polêmica reeleição de Mugabe em junho, em um segundo turno no qual ele era o único candidato, já que Tsvangirai desistiu de participar devido aos ataques a seus seguidores. A votação foi condenada no mundo todo. A maior questão é o destino do principal líder de oposição, Tsvangirai. Ele não concordou com o acordo de divisão de poder, levantando dúvidas sobre se os partidos do Zimbábue podem estabilizar o país depois das violentas eleições.

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