África do Sul é último entrave para sanções contra o Irã

As propostas da África do Sul para aliviar as sanções contra o Irã são o último grande entrave à votação do pacote de medidas pelo Conselho de Segurança da ONU, após Teerã não interromper programa nuclear mesmo com a pressão da comunidade internacional. A Indonésia e o Catar também enviaram emendas à proposta de resolução apresentada pela Alemanha e pelos cinco membros permanentes do conselho - Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Rússia e China. Mas negociadores disseram que as emendas são mais genéricas e poderão ser incluídas. "Acho que o desafio maior são as emendas da África do Sul", disse o vice-embaixador da China na ONU, Liu Zhenmin. Ele disse que os negociadores pretendiam votar a resolução esta semana, mas "parece que isso não será possível." O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, quer falar ao conselho no dia da votação. A resolução vai endurecer as sanções impostas contra o Irã em dezembro por causa de seu programa nuclear. Os países ocidentais temem que os iranianos estejam desenvolvendo armas atômicas, mas o Irã afirma que só quer dominar a tecnologia nuclear para gerar energia elétrica com fins pacíficos. Embora seja possível aprovar a resolução sem o aval da África do Sul, que não tem poder de veto, as potências gostariam que a votação fosse unânime, e querem o apoio de países islâmicos como a Indonésia e o Catar. A lista de emendas apresentada pela África do Sul elimina quase todas as maiores sanções previstas, incluindo o embargo à exportação de armas convencionais pelo Irã, além da maior parte da lista de pessoas e instituições que teriam seus bens no exterior congelados. O governo sul-africano questionou até o pedido às instituições financeiras e aos países pela restrição de empréstimos ao Irã. A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, conversou com a ministra das Relações Exteriores sul-africana, Nkosazana Dlamini-Zuma, na sexta-feira, afirmou o porta-voz Sean McCormack, e outros países pretendem fazer a mesma coisa. O conselho se reúne na tarde de quarta-feira, 21, para novas negociações.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.