Kim Ludbrook/EFE
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África do Sul lembra 1º aniversário da morte de Mandela

Cerimônia central de homenagem ao ex-presidente, que morreu em Johanesburgo aos 95 anos, ocorrerá na sede do governo, em Pretória.

O Estado de S. Paulo

05 de dezembro de 2014 | 06h00

JOHANESBURGO - A África do Sul lembrará nesta sexta-feira, 5, com centenas de eventos em todo o país, o primeiro aniversário da morte do pai fundador de sua democracia e líder contra o regime segregacionista do apartheid, Nelson Mandela.

A cerimônia central de homenagem ao ex-presidente sul-africano, que morreu em Johanesburgo aos 95 anos após uma longa doença respiratória, ocorrerá na sede do governo, conhecida como Union Buildings, em Pretória.

Na capital sul-africana, o vice-presidente, Cyril Ramaphosa, presidirá atos que incluem discursos e uma oferenda floral, com a participação de companheiros de Mandela na luta contra o apartheid, e que deve ser assistida por milhares de cidadãos.

"Todos os sul-africanos devem tomar parte para construir uma África do Sul melhor, uma África melhor e um mundo melhor, em memória do ícone de nosso povo, Nelson Mandela", disse hoje Ramaphosa, que dirigirá a comemoração do aniversário no lugar do presidente sul-africano, Jacob Zuma, que está em visita oficial na China.

A celebração nos Union Buildings ecoará em toda a África do Sul, onde instituições públicas, privadas e cidadãos renderão tributo a Mandela um ano depois de sua morte unir o país em um emocionante luto festivo que durou mais de uma semana.

A presidência pediu que "igrejas, mesquitas, templos, fábricas, escolas e motoristas soem suas sirenes e buzinas" durante 6 minutos e 7 segundos antes das 10h locais (6h de Brasília), em lembrança pelos 67 anos de compromisso do prêmio Nobel da Paz.

A essa hora, todos os sul-africanos farão três minutos de silêncio, aos quais se seguirá, tanto no complexo governamental como em muitos outros pontos do país, o hino nacional.

Os atos de homenagem já começaram ontem na sede da Fundação Mandela em Johanesburgo, a poucos metros da casa onde Madiba morreu.

Foi lançada ali uma exposição com os cartões e outras amostras de admiração e luto que pessoas de todo o mundo depositaram em frente a sua casa, aos Union Buildings, e por toda a África do Sul durante o luto.

Representantes do governo, do Exército, da sociedade civil e da família de Mandela se reuniram para lembrar o primeiro presidente negro da África do Sul e contaram com a presença da viúva do ex-presidente, Graça Machel. / EFE

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