Themba Hadebe/AP
Themba Hadebe/AP

África do Sul liberta mais 102 mineiros acusados de matar colegas

Trabalhadores foram acusados de assassinar 34 colegas durante confronto com a polícia; acusação já foi retirada

AE, Agência Estado

06 de setembro de 2012 | 12h09

JOHANESBURGO - A Justiça da África do Sul soltou sob advertência 102 mineiros que foram presos durante a greve na mina de platina de Marikana, que já dura mais de um mês. Eles são a segunda leva de libertados entre os 270 que foram acusados de assassinar 34 colegas - quando imagens de televisão e testemunhas mostram claramente que a polícia foi a responsável pelas mortes. A alegação gerou tamanho ultraje no país que a promotoria foi forçada a retirar as acusações.

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A Lonmin PLC, dona da mina, chegou a assinar um acordo com os principais sindicatos nesta quinta-feira, 6, mas um grupo dissidente e os próprios grevistas recusarem-se a participar. Na quarta-feira, manifestante ameaçaram matar os trabalhadores que ignorarem a paralisação.

O acordo abriria caminho para o fim da greve que já dura mais de um mês. Os grevistas afirmam que não há conversa enquanto a Lonmin não aceitar a exigência de aumentar o salário mínimo para 12,5 mil rands por mês ($ 1,5 mil).

A rivalidade entre sindicatos é uma das principais causas da violência. A União Nacional dos Mineradores, a maior da África do Sul e que possui ligações com políticos, afirmou que o acordo "sinaliza as boas intenções dos participantes de acabar com a violência, ameaças e intimidação que tornaram-se características da vida diária em Marikana".

A dissidente Associação dos Mineiros e Sindicato da Construção, que não quis ratificar o trato, disse que explicará na sexta-feira seus motivos. Muitos dos trabalhadores afirmam que nenhuma das duas entidades os representa de forma satisfatória e enviaram seus próprios representantes para as negociações.

Com AP

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