África do Sul: Polícia mentiu sobre massacre de mineiros

Uma comissão de inquérito formada pelo governo da África do Sul concluiu que a polícia do país mentiu, reteve documentos e aparentemente fabricou provas sobre o massacre de 34 mineiros em greve ocorrido em agosto do ano passado em Marikana.

AE, Agência Estado

19 de setembro de 2013 | 14h52

Por meio de nota, a comissão informou nesta quinta-feira ter averiguado discos rígidos de computadores de oficiais da polícia para obter informações sobre o massacre que chocou a África do Sul e trouxe à tona lembranças dos piores excessos cometidos pelos forças de segurança nos tempos de apartheid.

A comissão concluiu que a versão da polícia para a brutal repressão aos trabalhadores em greve na mina de platina da Lonmin em Marikana "não representa a verdade".

Na ocasião, a polícia alegou ter agido em "legítima defesa" depois de dois oficiais terem sido mortos por manifestantes.

Na nota, a comissão informa que milhares de páginas contendo novas evidências incluem documentos que a polícia alegou anteriormente não existirem e provas que a polícia deveria ter repassado mais cedo aos investigadores.

O acesso aos arquivos gravados nos computadores foi obtido somente há dez dias. A comissão declarou recesso por uma semana para estudar as novas evidências. Fonte: Associated Press.

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