África do Sul realiza 1ª eleição após morte de Mandela

O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, disse nesta segunda-feira estar confiante na vitória do seu partido, Congresso Nacional Africano (CNA, na sigla em inglês), nas eleições gerais desta quarta-feira, as primeiras após a morte de Nelson Mandela. Zuma afirmou que, se for reeleito, vai acelerar a prestação de serviços básicos após os protestos das comunidades pobres do país, que se queixam de serem negligenciadas pelo governo.

AE, Agência Estado

05 Maio 2014 | 11h25

Cerca de 2 mil militares irão ajudar a polícia a garantir a segurança durante as eleições de 7 de maio. Funcionários públicos já estão ajudando alguns sul-africanos, incluindo os doentes e os idosos, a votar antecipadamente.

Zuma disse ainda que foi injustamente rotulado como corrupto por causa de um escândalo envolvendo gastos de mais de US$ 20 milhões de recursos do Estado em sua casa privada. A agência sul-africana de monitoramento de despesas públicas divulgou um relatório concluindo que Zuma se beneficiou de forma inapropriada de recursos estatais e deve devolver parte do dinheiro gasto em supostas melhorias de segurança na sua residência rural de Nkandla.

O relatório, insistiu Zuma aos jornalistas, em Johanesburgo, não concluiu que ele abusou de fundos do governo, apesar da crescente insatisfação pública com uma série de escândalos ligados ao presidente. Esse sentimento ficou mais evidente quando Zuma foi vaiado por alguns na multidão no velório de Nelson Mandela no estádio Soccer City em dezembro. "Eu não acho que é um tratamento justo para um cidadão", disse o presidente sul-africano, segundo a agência South African Press Associated, a respeito das críticas à sua conduta.

Embora o desconforto com Zuma tenha crescido, isso não deve reduzir o apoio ao CNA, que liderou o movimento contra o Apartheid e tem dominado a política desde Mandela tornou-se presidente em 1994. O partido tem cumprido a promessa de promover liberdades democráticas e fornecer moradia, água e eletricidade para milhões de pessoas, mas o país luta contra alto desemprego e um abismo entre pobres e ricos.

Protestos em comunidades pobres irrompem periodicamente. Na segunda-feira, pelo menos 5 mil pessoas se manifestaram por melhores serviços públicos na área de Nsuze, na província de KwaZulu-Natal, bloqueando uma estrada com pneus e pedras, segundo a polícia. Não houve registro de feridos, também de acordo com a South African Press Associated. Fonte: Associated Press.

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