África do Sul recorre ao Exército para combater ataques contra imigrantes

Quatro suspeitos de atacar um imigrante de Moçambique se apresentaram em tribunal; no Malawi, duas mil pessoas protestaram contra onda de xenofobia

O Estado de S. Paulo

21 de abril de 2015 | 12h57

O governo da África do Sul pediu ajuda ao Exército em áreas que continuam tumultuosas após uma série de ataques contra imigrantes, segundo anunciou o Ministério da Defesa.

De acordo com o ministro, Nosiviwe Mapisa-Nqakula, soldados já estão ajudando a polícia em regiões como o distrito de Alexandra, em Johannesburgo, onde um moçambicano morreu e um casal de zimbabuenses ficou ferido em um ataque no último fim de semana.

Segundo a porta-voz da Promotoria Pública, Velekhaya Mgobhozi, quatro suspeitos do ataque ao moçambicano foram presos e se apresentaram em um tribunal nesta terça-feira, 21. Tropas também foram enviadas para Durban, a cidade costeira onde os ataques contra imigrantes começaram.

No Malawi, cujos cidadãos estão entre as vítimas da onda de xenofobia na África do Sul, quase 2 mil pessoas protestaram em frente ao Alto Comissariado sul-africano, na capital do país, Lilongwe. Alguns carregavam cartazes com dizeres como: "África do Sul, por que matar seus companheiros negros?".

Segundo o ministro de Informação do Malawi, Kondwani Nankhumwa, quase 400 malawis saíram da África do Sul ontem de volta ao país de origem, de ônibus. (Com informações da Dow Jones Newswires).

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