África do Sul recusa criar campos de refugiados para imigrantes

Governo diz que a uso de abrigos menores seria mais eficaz para integrar e dar segurança aos estrangeiros

Agência Estado e Associated Press,

29 de maio de 2008 | 11h28

Os estrangeiros desalojados pela recente violência xenófoba na África do Sul ficariam em melhor situação se fossem assentados em abrigos menores e localizados do que em grandes campos para refugiados, concluíram funcionários do governo local nesta quinta-feira, 29.   Os abrigos seriam mais eficazes para solucionar questões de segurança e saúde, disse Themba Maseko, porta-voz do governo, depois de uma reunião de gabinete para discutir a crise. "Não devemos optar pela criação de campos de refugiados, mas assim se abrigos temporários, pois todos os esforços devem ser feitos no sentido de integrar os estrangeiros", declarou ele.   Cerca de 40 mil estrangeiros - a maioria de países como Malavi, Moçambique e Zimbábue - fugiram de suas casas desde o início da onda de ataques a imigrantes em Johannesburgo quase três semanas atrás. A violência espalhou-se para outras cidades do país. No período, pelo menos 56 pessoas foram mortas por sul-africanos que atribuem aos estrangeiros o aumento da criminalidade e a falta de empregos.   Na Cidade do Cabo, quase 20 mil pessoas foram acomodadas em abrigos. As autoridades locais foram criticadas por deixarem os estrangeiros em áreas remotas. Os agressores culpam os estrangeiros pelo aumento do desemprego e da violência. As principais vítimas dos ataques são moçambicanos, malavianos, zimbabuanos, entre outras pessoas vindas de países vizinhos.

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