África não reconhece os rebeldes líbios como governo

A União Africana (UA) não reconhecerá no momento o Conselho Nacional de Transição dos insurgentes líbios como governo legítimo da Líbia, disse o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, rejeitando alguns pedidos para que isso ocorresse nesta sexta-feira. Zuma fez um apelo por um imediato cessar-fogo entre os rebeldes e as forças que ainda apoiam o governante líbio Muamar Kadafi e também lembrou que a cidade de Tripoli não está sob controle completo da insurgência.

AE, Agência Estado

26 de agosto de 2011 | 15h39

"Os combates ainda acontecem e essa é a realidade" disse Zuma, que chefia o Comitê da UA para a Líbia. "Não podemos dizer que esse governo (dos rebeldes) é no momento o governo legítimo dos líbios". Ele disse que a UA não rechaçou que forças contrárias e favoráveis a Kadafi participem de um futuro governo líbio. Vários países africanos, como Nigéria, Etiópia, Egito, Tunísia e Marrocos, já reconheceram os insurgentes como governo legítimo líbio.

Mais cedo nesta sexta-feira, o líder insurgente Mahmoud Jibril pediu à UA que reconhecesse o Conselho Nacional de Transição como governo legítimo da Líbia. Jibril também pediu que os ativos do governo líbio no exterior sejam liberados para os rebeldes, ao advertir que o governo provisório poderá enfrentar uma "crise de legitimidade" se as demandas do povo líbio não forem atendidas. Jibril falou da Turquia, onde estava reunido na manhã de hoje com os 30 países do "grupo de contato".

Os insurgentes líbios estão mudando de Benghazi para Tripoli o governo interino, mesmo com a continuidade dos combates na capital. Eles já controlam a maior parte da Líbia e também obtiveram o reconhecimento da maior parte dos países do mundo.

As informações são da Associated Press.

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