Africâners que tentaram matar Mandela são condenados

Um tribunal sul-africano condenou nesta terça-feira 20 integrantes de um grupo supremacista branco a penas que vão de cinco a 35 anos de prisão por participação em um complô para matar o ex-presidente Nelson Mandela.

AE, Agência Estado

29 de outubro de 2013 | 15h53

A condenação dos integrantes o grupo africâner Boeremag põe fim a um dos mais longos julgamentos por traição na África do Sul pós-apartheid. Os líderes do grupo cumprirão as sentenças mais longas, mas alguns dos integrantes serão liberados, pois já cumpriram os anos de prisão aos quais foram condenados hoje.

Vinte integrantes do Boeremag - entre engenheiros, médicos e militares - foram considerados culpados de traição por tentarem derrubar o governo estabelecido na África do Sul após a queda do regime racista do apartheid, no início da década de 1990.

O líder do grupo e quatro membros do esquadrão de bombas receberam sentenças de 20 a 25 anos de prisão. Eles plantaram bombas numa estrada por onde Mandela passaria para visitar uma escola na província de Limpopo, mas o plano foi frustrado quando o líder decidiu viajar de helicóptero.

O grupo também foi responsabilizado pelos atentados a bomba que mataram uma mulher e causaram destruição no Soweto, em Johannesburgo, há 11 anos.

Dois acusados morreram durante o julgamento e outro foi condenado a 12 anos de prisão após um acordo de confissão.

O Boeremag é um grupo extremista africâner formado por sul-africanos brancos descendentes de holandeses, franceses e alemães, que controlaram o país durante o regime racista de apartheid que teve fim em 1994. Fonte: Associated Press.

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