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Africanos criticam apoio americano a senhores da guerra somalis

Líderes somalis e quenianos criticaram a ajuda de Washington aos senhores de guerra da Somália, argumentando que isso acabou com os esforços para reconstruir a África.O premiê da Somália, Ali Mohamed Gedi, falando em uma reunião da Autoridade Intergovernamental de Desenvolvimento (AID) - composta por sete países e que trabalha por uma estabilidade economia e política na região - não acusou os Estados Unidos diretamente. Mas ele parecia se referir a Washington quando afirmou: "O governo federal transitório não aceitará ajudar aqueles que podem procurar ludibriar a nossa administração". A AID mediou as conversas no Quênia que há dois anos levaram à formação do governo transitório somali, na esperança de conseguir uma estabilidade após mais de uma década em uma região sem lei. O governo, entretanto, foi enfraquecido por rivalidades internas e fez poucos progressos para estabelecer sua autoridade na Somália. Recentemente, os membros do governo foram movidos do Quênia para a Somália, e estão baseados perto de Mogadiscio. A capital ainda é considerada insegura pelos líderes somalis.Os Estados Unidos são acusados de apoiar os senhores da guerra - incluindo alguns ministros do Gabinete de transição agindo independentemente de seus governos - que foram expulsos da capital do país na última semana por fundamentalistas islâmicos. Segundo os EUA, os grupos islâmicos que atuam no país apóiam membros suspeitos da Al-Qaeda.A administração americana não confirmou ou negou o apoio aos senhores da guerra, dizendo apenas que apóia aqueles que combatem o terrorismo. Mas autoridades dos EUA confirmaram a cooperação com os senhores da guerra como parte de um plano de combate ao terrorismo.Em maio, o presidente somali, Abdullahi Yusuf Ahmed, disse acreditar que os EUA apóiam os senhores da guerra. Na oportunidade, Ahmed aproveitou para incitar os americanos a apoiarem diretamente o governo.Os senhores da guerraOs senhor da guerra somalis, por sua vez, pedem que luta contra as milícias islâmicas que "ameaçam a capital da Somália" continue."O governo não tem poder", disse o ex-ministro do Comércio Muse Sudi Yalahow, em entrevista nesta segunda-feira em seu quartel-general no norte de Mogadiscio. "Eu prefiro pacificar a capital e capturar os terroristas estrangeiros" a aguardar uma atitude do governo, disse Yalahow.O ex-ministro repetiu as acusações de que as milícias islâmicas têm angariado terroristas internacionais, e afirmou que essas forças querem dominar a Somália da mesma forma que o Taleban dominou o Afeganistão. Os líderes islâmicos negam as alegações, e acusam os senhores da guerra de receberem dinheiro dos EUA e informar erroneamente os agentes americanos.

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