Africanos ficam presos entre Egito e Israel

Grupo de 21 imigrantes clandestinos, incluindo 1 grávida, está há 5 dias entre muros na fronteira

O Estado de S.Paulo

05 de setembro de 2012 | 03h01

Um grupo de 21 africanos está há cinco dias preso entre duas barreiras que isolam a fronteira de Israel com o Egito. Eles tentavam entrar clandestinamente no território israelense e, depois de cruzar uma das grades, acabaram isolados, sem conseguir entrar no Estado judeu nem retornar ao Egito.

Entre os indocumentados, há uma mulher grávida, segundo disse uma fonte militar o jornal israelense Haaretz. Ainda de acordo com o soldado, que falou em condição de anonimato, o Exército de Israel posicionou um jipe no local, na região de Kadesh Barnea, e está fornecendo "o mínimo possível de água" e nenhum alimento.

Soldados disseram ao Haaretz que temem ver os imigrantes desidratarem sob o forte calor, mas os comandantes não deram respostas às solicitações de ajuda ao grupo de clandestinos.

Há três semanas, um incidente similar ocorreu na mesma região. Os imigrantes, porém, ficaram presos em um canal de água. Após quatro dias, autoridades israelenses decidiram permitir a entrada dos indocumentados, que foram transferidos para abrigos do governo.

A assessoria de imprensa do Exército de Israel emitiu um comunicado dizendo que uma "grade contínua foi erguida (na região onde estão os imigrantes) para impedir pessoas não autorizadas de entrar em território israelense". Ainda de acordo com a mensagem, "por considerações humanitárias, as Forças de Defesa de Israel estão passando água para esses estrangeiros."

Desde a queda da ditadura no Egito, cresce o número de imigrantes africanos que cruzam a Península do Sinai rumo a Israel.

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