Agência da ONU para armas químicas avança em inspeções na Síria

Segundo a Opaq, 11 locais de produção de armas químicas foram visitados na Síria

O Estado de S. Paulo,

16 de outubro de 2013 | 12h06

A Organização Para Proibição de Armas Químicas (Opaq) divulgou um balanço nesta quarta-feira, 16, sobre as inspeções do arsenal de gases venenosos do regime de Bashar Assad na Síria. Segundo a Opaq, 11 locais de produção de armas foram visitados e em 6 deles equipamentos considerados críticos foram destruídos. No front da guerra civil, o dia foi violento na Síria. Ao menos 62 pessoas morreram em confrontos e atentados no país.

Segundo a Opaq, que na semana passada ganhou o Prêmio Nobel da Paz, a equipe da entidade na Síria supervisionou a destruição de vetores para o lançamento de gases venenosos, o que em tese, diminuiria a capacidade do regime sírio de lançar ataques contra a população civil. Além disso, uma quantidade não divulgada de armas químicas foi destruída.

No confronto entre rebeldes e o regime de Bashar Assad, houve dois episódios de violência, com 62 mortes. No primeiro deles, uma bomba colocada numa estrada matou 21 pessoas, entre elas 4 crianças e 6 mulheres em um atentado a bomba na cidade de Noa, no sul da Síria

Segundo o Observatório, a explosão aconteceu nos arredores da área de Tel al -umua, onde um batalhão das forças do regime está cercado pelos rebeldes. O Observatório destacou que ativistas da área acusaram às tropas governamentais de colocarem minas terrestres no local.

Na província de Hasaka, no nordeste da Síria pelo menos 41 combatentes morreram em choques entre grupos islamitas e milicianos curdos.

Entre os mortos há 29 jihadistas vinculados à Al-Qaeda, e a outras organizações radicais, como a Frente al-Nusra. Os outros mortos são integrantes de milícias curdas denominadas Unidades de Proteção do povo curdo.

A província de Al Hasaka, de maioria curda, é palco há semanas de combates entre curdos e agrupamentos extremistas, que se disputam o controle de várias áreas.

Aparição. Asma Assad, mulher do líder sírio, afirmou em entrevista à televisão oficial que está no país junto dele e dos filhos, no que parece uma tentativa de tentar dissipar os rumores de que está vivendo fora da Síria.

"Eu estou aqui, meu marido e meus filhos estão na Síria. A verdade é que é evidente que eu estou aqui junto com eles. Eu, assim como a maioria dos sírios, me criei com amor por meu país", disse Asma."Estive aqui ontem, estou hoje, estarei amanhã e se Deus quiser, sempre", declarou a primeira-dama síria durante um ato para plantar oliveiras na escola feminina "Os mártires", em Damasco. / EFE e REUTERS

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