Agência de espionagem israelense vai criar museu secreto

A agência de espionagem israelense Mossad prevê estabelecer um museu secreto para comemorar suas operações mais famosas, informou a edição desta segunda-feira do jornal israelense Ma´ariv. A organização, responsável pelas operações secretas fora de Israel - como o seqüestro do dirigente nazista Adolf Eichmann, o espião nuclear Mordechai Vanunu e o assassinato dos membros da organização palestina Setembro Negro -, trabalha há meses na criação do museu. Segundo o jornal, só poderão visitá-lo aqueles com permissão de segurança. O atual dirigente do Mossad, Meir Dagan, aprovou recentemente a criação do museu dentro da sede da organização na zona de Tel Aviv. A exposição, que incluirá importantes documentos de arquivo, invenções tecnológicas e dados sobre personalidades históricas, ficará em um edifício separado, que terá o investimento de centenas de milhares de euros. Entre outros objetos, será exposta a caixa na qual Eichmann foi levado da Argentina a Israel em um vôo das companhias aéreas israelenses "El Al" e os instrumentos usados para capturar Vanunu. Uma das principais razões pelas quais não estará aberto ao público é sua localização dentro dos escritórios da organização secreta. Com este projeto, o Mossad segue os passos do Shabak, os serviços secretos israelenses que operam dentro dos territórios palestinos, que estabeleceu um museu - também de acesso restrito - há poucos anos. Aparentemente, o principal objetivo da criação de ambos os museus é criar um sentimento de patrimônio para estabelecer um vínculo entre as diferentes gerações de agentes.

Agencia Estado,

13 Novembro 2006 | 01h34

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