Agência de mídia chinesa critica prisão de repórter que denunciou corrupção

Posição incomum foi adotada em meio a novas restrições a jornalistas no país

O Estado de S. Paulo,

24 de outubro de 2013 | 11h31

PEQUIM - A Agência Central de Regulação da Imprensa da China divulgou nesta quinta-feira, 24, um comunicado no qual afirma estar preocupada com a prisão do repórter Chen Yongzhou, acusado de espalhar boatos no país. O órgão governamental não chegou a pedir a libertação do profissional, mas inclinou-se a favor da posição assumida ontem pelo jornal New Express, que pediu na sua capa que ele seja libertada.

"Esperamos que as autoridades apresentem uma explicação convincente e juridicamente crível para o assunto", pediu a associação.

Chen foi detido após escrever mais de uma dezena de histórias criticando as finanças de uma grande fabricante de equipamentos de construção administrada pelo governo.

A prisão de Chen, que coincide com novas restrições a jornalistas, advogados e usuário da Internet na China, colocou em discussão o papel de pessoas que fazem denúncias ante medidas da liderança do país para erradicar a corrupção. / EFE e REUTERS

Tudo o que sabemos sobre:
China

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.