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Agência de viagens prejudica mais um grupo que viajaria para Cancún

Cerca de 120 estudantes de escolas particulares não embacaram em Cumbica

Ricardo Valota, do estadão.com.br,

06 de julho de 2012 | 05h36

SÃO PAULO - Mais um grupo de estudantes de escolas particulares foi prejudicado pela agência de viagens Trip & Fun, envolvida em supostos golpes que vêm sendo praticados contra jovens que pagaram e ainda pagam por viagens de formatura para diversos destinos no exterior, entre eles Cancún, no México.

 

O site da empresa na internet, desde que começaram a ser publicados os transtornos causados pela agência aos clientes, apenas informa: "ATENÇÃO! Informamos que todas as viagens, para todos os destinos, serão remanejadas. Mais informações em: (11) 2221-1230 ou contato@tripfun.com.br . Atenciosamente, Trip&Fun Viagens." O telefone deixado pela empresa não atende, segundo as vítimas.

 

Segundo a dentista Soraya Zanatta Sena, mãe da estudante Natália, de 17 anos, moradoras do residencial Alphaville, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, mesmo sendo informados por e-mail pela empresa, na quarta-feira, 4, sobre o cancelamento do voo e que não havia nova data ainda, alguns dos estudantes resolveram ir até o aeroporto para não caírem em uma das cláusulas do contrato na qual o cliente não tem direito de ressarcimento caso não esteja no aeroporto na data e hora marcadas para o voo.

 

"Na segunda-feira, quando a imprensa noticiou o primeiro caso, já ficamos apreensivos. Alguns pais conseguiram ligar para os contatos da agência, que nos disse para ficarmos tranquilos, pois desta vez não teria problema. Um dia antes, por e-mail, comunicaram o cancelamento do voo, mas mesmo assim fomos até o aeroporto por causa do contrato."

 

A dentista disse que, depois que a empresa enviou os comunicados, nenhum dos telefones de contato da Trip & Fun foram atendidos mais. Soraya afirmou que o voo da Whitejets estava marcado para as 5 horas desta sexta-feira, 6, mas havia informação de que poderia sair às 2 horas. Ao chegarem no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, verificaram que não havia lista alguma com o nome dos estudantes, cerca de 120, nem voo programado. A Polícia Civil então foi informada.

 

"Nós fizemos boletim de ocorrência e agora vamos procurar um advogado para entrar com uma ação contra a agência. O pacote saiu em cerca de R$ 5 mil. Tem gente pagando parcela desde agosto de 2011, enfatizou a dentista, que, por volta das 4h30, quando falava com a reportagem do estadão.com.br, retornava para casa após deixar o aeroporto.

 

Na última segunda-feira, 2, um grupo de 34 estudantes, de diversas cidades do interior, como Bauru, Jaú, Botucatu e São Manuel, também viveram o mesmo problema no aeroporto e não embarcaram. A alegação da empresa, naquele dia, foi a falta de vagas no hotel onde os clientes seria recepcionados, em Cancún.

 

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