Agência diz que foi enganada por operadora da conferência contra racismo

Os 73 brasileiros levados para a Conferência Mundial Contra o Racismo, em Durban, na África do Sul, pela agência de viagens Turismo e Arte, do Rio, pagaram cerca de US$ 2 mil por pacotes que prometiam hotéis três estrelas e proximidade com o evento. A maioria, porém, está hospedada em pensões precárias, sem telefone, a muitos quilômetros do centro de convenções onde a conferência é realizada.A gerente da agência, Isabel Rocha, afirma que a responsável pelo problema é a operadora oficial do evento, a sul-africana Turners. "Nós compramos os pacotes com eles e vendemos no Brasil, mas quando chegamos lá era outra coisa, fomos enganados", afirmou. "A gente não seria maluco de colocar nossos clientes naqueles lugares horríveis, de terceira categoria."Até hoje, poucos haviam sido transferidos para locais mais próximos do evento e com melhores condições de hospedagem. Isabel afirma que a diretora comercial da agência foi a Durban para tentar resolver o problema. Segundo ela, será feita nesta terça-feira uma audiência de prestação de contas para discutir formas de ressarcir as pessoas enganadas.

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