NSA destruirá dados de programa de espionagem em telefonemas

NSA destruirá dados de programa de espionagem em telefonemas

A agência destruirá registros telefônicos de milhões de americanos que ela coletou durante quase dez anos, assim que resolver litígios legais e já estiver aplicada uma nova lei de monitoramento

O Estado de S. Paulo

27 de julho de 2015 | 19h01

WASHINGTON - A Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) destruirá registros telefônicos de milhões de americanos que ela coletou durante quase dez anos, assim que resolver litígios legais e já estiver aplicada uma nova lei de monitoramento, afirmou nesta segunda-feira o Escritório do Diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos.

No dia 2 de junho, o presidente dos EUA, Barack Obama, assinou a lei conhecida como USA Freedom Act, que proíbe a coleta em massa de registros telefônicos. Em vez disso,  exige que as agências de inteligência obtenham registros telefônicos específicos das companhias telefônicas.

A lei da à NSA seis meses para reduzir o programa existente, que obtinha quase todos os registros das companhias telefônicas e armazenava essas informações - incluindo números de telefone discados por indivíduos e a duração das conversas - nos servidores do governo.

Funcionários da Casa Branca disseram que estavam estudando se iam manter os dados coletados sob o atual programa, mas a principal agência de inteligência dos EUA disse nesta segunda-feira que esses registros seriam eliminados. Os registros sujeitos a processos em andamento serão preservados até que os casos sejam resolvidos.

O programa de coleta em massa de registros de telefonemas foi criado no governo de George W. Bush e sua existência foi revelada em 2013 pelo ex-funcionário terceirizado da NSA Edward Snowden, que vazou detalhes secretos do programa para a imprensa. A Casa Branca e o Congresso avançaram posteriormente para proibir essa prática, ainda que as agências de inteligência e outras do setor de segurança ainda possam acessar registros telefônicos de alvos específicos, após conseguirem uma autorização judicial. / Dow Jones Newswires

Vídeo: Por onde anda Edward Snowden?

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