AP Photo/David J. Phillip
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Agência internacional alerta que Harvey é 'pior cenário de pesadelo possível'

Tempestade tropical afeta território equivalente ao da Espanha, e os rios devem continuar a subir, alerta a porta-voz da Organização Meteorológica Mundial, ligada à ONU

Jamil Chade, correspondente / Genebra, O Estado de S.Paulo

29 Agosto 2017 | 07h23
Atualizado 29 Agosto 2017 | 15h54

GENEBRA - A inundação provocada pela tempestade tropical Harvey, que se move ao longo da costa do Texas em direção à Louisiana, é o "pior cenário de pesadelo possível". O alerta foi feito nesta terça-feira, 29, pela Organização Meteorológica Mundial, que reconhece a gravidade da tempestade. "Trata-se da combinação de todas as coisas que poderiam dar errado", disse Clare Nullis, porta-voz da entidade ligada à ONU. 

Segundo ela, a tempestade atinge hoje um território equivalente ao da Espanha. "Os impactos ainda são desconhecidos", afirmou. "Os rios vão continuar a subir e não vimos ainda o final desse desastre", alertou ela.

De acordo com a porta-voz, muito se aprendeu com o furacão Katrina, especialmente sobre retirada de pessoas e previsões. Mas, ainda assim, os serviços de meteorologia foram obrigados a introduzir novas categorias. "Nunca se viu enchentes acima de 76 centímetros", disse. 

Harvey perdeu força e passou a ser uma tempestade tropical. "Mas o que é pouco comum é que ela se move de forma lenta. Parece ter parado na costa do Texas e se sentou ali, o que fez o impacto ser ainda maior", declarou. "O que vemos é que os ventos perderam força. Mas não a chuva."

Para a entidade, porém, não se pode concluir ainda que mudanças climáticas sejam  responsáveis pelos acontecimentos no Texas. "Mudanças climáticas não causam ciclones tropicais. O fato de termos mudanças climáticas, quando se tem um ciclone ou tempestade, pode levar a um aumento das chuvas. Mas isso ainda não é algo que possamos confirmar", completou. 

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