Agência nuclear da ONU quer mais fundos para monitorar acordo com Irã

A agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) irá precisar de mais fundos dos países-membros para ajudar a pagar o monitoramento do acordo interino prorrogado entre o Irã e seis potências mundiais, declarou a entidade nesta quarta-feira.

REUTERS

26 de novembro de 2014 | 17h18

O Irã e Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Rússia e China não conseguiram resolver as diferenças a respeito do programa nuclear iraniano até o prazo de 24 de novembro e deram a si mesmos até o fim de junho para novas negociações.

Como resultado, o acordo preliminar alcançado no fim do ano passado, mediante o qual Teerã interrompeu suas atividades nucleares mais sofisticadas em troca de um alívio limitado nas sanções, irá continuar em vigor. Foi concebido para ganhar tempo de forma que as conversas levassem a um entendimento definitivo.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) viu sua carga de trabalho aumentar significativamente com o acordo preliminar, incluindo a visita diária de inspetores às instalações de enriquecimento de urânio em Natanz e Fordow, visita que antes acontecia aproximadamente uma vez por semana.

Firmado em janeiro, o acordo preliminar deveria se encerrar em seis meses, mais foi ampliado em julho e novamente nesta semana.

A AIEA não informou quanto dinheiro irá precisar. No início deste ano, a agência pediu contribuições voluntárias de cerca de 6,5 milhões de euros para cobrir seus gastos adicionais relacionados ao Irã.

“A agência irá se comunicar com os Estados membros assim que identificarmos nossas necessidades”, declarou Serge Gas, autoridade da AIEA, por e-mail.

Por causa da importância política do pacto, diplomatas disseram que não deve haver problemas para arrecadar os fundos necessários.

(Reportagem de Fredrik Dahl, em Viena; com reportagem adicional de Robin Emmott, em Bruxelas)

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