Agências de turismo européias apavoradas com ataques terroristas

Os ataques realizados hoje no Quênia deixaram as a agências de viagem da Europa apavoradas com as repercussões do terrorismo para o turismo. Trata-se do terceiro ataque terrorista ao turismo em um ano. Os demais atos ocorreramna Tunísia, no começo de 2002, e em Bali, há poucas semanas.As agências de viagem seguem a recomendação dos governos europeus sobre os locais que devem ser evitados e orientam seus clientes sobre os riscos que correm. A Indonésia, por exemplo, entrou na lista de países que ainda apresentam riscos de atentado depois dos ataques a uma discoteca de Bali e que deixou mais de 200 mortos.Com os ataques de hoje, turistas que já haviam comprado pacotes para o Quênia, um dos principais destinos dos turistas europeus para a África, correram para suas agências para saber se ainda era seguro viajar ao país. "Damos a informação que de fato houve um atentado no Quênia e passamos a recomendação oficial de que ainda há potenciais riscos aos turistas. Quemdeve tomar a decisão final, porém, são os turistas", explica uma gerente de uma agência em Genebra.Os países que são colocados na lista dos locais perigosos já estão se mobilizando para evitar que o turismo despenque em suas regiões. Os governos do Sudeste Asiático, por exemplo, estão enviando cartas à UE para pressionar Bruxelas a não incluí-los na lista dos destinos perigosos. O que os países pedem é que o turismo não seja mais um refém do terrorismo.O assunto chegou até mesmo a estremecer as sólidas relações entre os Estados Unidos e o Canadá. Há um mês, o governo do Canadá emitiu uma orientação de que viajar para os Estados Unidos era perigoso, o que gerou grande irritação da Casa Branca.

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