AFP PHOTO / SAUL LOEB
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Agenda presidencial de Trump avança à base de decretos

Sua gestão anulou uma série de regulações na área ambiental, endureceu a aplicação das leis migratórias, reverteu iniciativas voltadas ao combate da violência policial, anunciou o bloqueio à entrada de transgêneros nas Forças Armadas e colocou em xeque políticas de ação afirmativa voltadas para minorias

Cláudia Trevisan, correspondente / Washington, O Estado de S.Paulo

06 Agosto 2017 | 05h00

WASHINGTON - Donald Trump ainda não conseguiu aprovar nenhuma grande proposta legislativa, mas seu governo foi capaz de dar uma guinada conservadora com o uso de poderes à disposição do Executivo. Sua gestão anulou uma série de regulações na área ambiental, endureceu a aplicação das leis migratórias, reverteu iniciativas voltadas ao combate da violência policial, anunciou o bloqueio à entrada de transgêneros nas Forças Armadas e colocou em xeque políticas de ação afirmativa voltadas para minorias.

Essas mudanças foram possíveis com a mudança de decretos e regulações ou a definição de novas prioridades para o Departamento de Justiça, comandado por Jeff Sessions. 

“Houve uma significativa guinada conservadora de políticas federais desde que Trump assumiu”, ressaltou o cientista político David Hopkins, professor do Boston College. Na semana passada, o Departamento de Justiça anunciou que investigaria a discriminação contra estudantes brancos na aplicação de ações afirmativas em universidades americanas. 

Primeiro senador a apoiar a candidatura do bilionário de Nova York, ainda em 2015, Sessions está entre os mais leais seguidores do presidente. Ainda assim, se tornou alvo de ataques abertos, em um episódio que ajudou a aprofundar o fosso entre o presidente e o Partido Republicano.

O ataque de Trump a um dos mais conservadores integrantes de seu gabinete teve o efeito oposto ao desejado por ele. Os ex-colegas de Sessions no Senado saíram em sua defesa e a base populista que votou no presidente se opôs à demissão do secretário de Justiça.

 

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