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Agente da Estônia é sentenciado a 15 anos de prisão por acusações de espionagem

Tribunal russo também condenou o policial por posse ilegal de armas e de ter cruzado ilegalmente a fronteira russa

O Estado de S. Paulo

19 de agosto de 2015 | 12h22

MOSCOU - Um policial estoniano detido na Rússia foi sentenciado nesta quarta-feira, 19, a 15 anos de prisão, aumentando a tensão entre Moscou e Tallinn. Eston Kohver foi detido por acusações de espionagem em setembro do ano passado, segundo seu advogado Evgueni Aksionov.

O tribunal regional de Pskov, no noroeste da Rússia, declarou Kohver “culpado por espionagem, posse ilegal de armas e de cruzar ilegalmente a fronteira russa”.

Segundo promotores russos, Kohver coordenava uma operação secreta na Rússia quando foi descoberto. O governo da Estônia, por sua vez, acusa os serviços de segurança russos (FSB) de terem sequestrado o agente, que investigava um crime na fronteira.

“O sequestro de Eston Kohver no território da República da Estônia pelo FSB no dia 5 de setembro, e sua detenção ilegal na Rússia constitui uma violação do Direito Internacional”, declarou a ministra estoniana das Relações Exteriores, Marina Kaljurand. “A sentença não muda nosso posicionamento. Pedimos que a Rússia libere Eston Kohver imediatamente”, disse.

A União Europeia pediu à Rússia que libere o agente estoniano e criticou o seu sequestro. “A União Europeia volta a pedir que a Federação Russa aja de acordo com suas obrigações internacionais, liberte Kohver e assegure seu retorno seguro à Estônia”, afirmou a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini em um comunicado.

As tensões entre os russos e as repúblicas bálticas tem aumentado consideravelmente após a anexação da península ucraniana da Crimeia por Moscou. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Estônia, o agente não pode receber assistência do consulado. /AFP


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