Agente muçulmano liberado por "razões morais" de proteger Embaixada de Israel

O chefe da Polícia Metropolitana de Londres, Ian Blair, abriu um inquérito depois de um agente de origem muçulmana pedir para não prestar serviços de proteção à embaixada israelense em Londres. O caso foi publicado no tablóide "The Sun". Segundo o jornal, o policial foi liberado por "razões morais", alegando as atividades militares de Israel no Líbano. Alexander Omar Basha é um britânico de origem síria. Além disso, sua mulher é libanesa. Durante o conflito armado entre Israel e os milicianos do Hamas, Basha, lotado no serviço de proteção diplomática da Scotland Yard,pediu para ser retirado de seu posto diante da embaixada israelense. Ele afirmou que se sentia incômodo e inseguro. Encerrada a guerra, o agente está disposto a retornar ao posto, segundo a Associação de Policiais Muçulmanos. Dal Babu, dirigente da associação, nega qualquer relação comreligião ou política. "Ele é um funcionário de origem oriental, tem parentes muçulmanos e cristãos e pediu para ser transferidoprovisoriamente por motivos pessoais", disse. Um porta-voz da Scotland Yard disse que a corporação às vezes leva em conta solicitações pessoais de seus agentes, baseadas emmotivos morais. Mas sempre se reserva o direito de enviar seu pessoal aos locais que considere oportunos. O órgão de supervisão da polícia também solicitou um relatório. Um porta-voz da agência disse à emissora BBC que os policiais prestam juramento de fidelidade e que às vezes têm que de desempenhar tarefas que podem entrar em conflito com suas crenças pessoais.

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