AFP PHOTO / Geoff CADDICK
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Agente nervoso que envenenou britânicos estava em frasco de perfume, diz irmão de vítima

De acordo com a emissora BBC, revelação foi feita por Matthew Rowley, mas não foi confirmada pelos agentes da polícia britânica responsáveis pelo caso; Dawn Sturgess morreu em 8 de julho e Charlie Rowley continua internado em estado grave

O Estado de S.Paulo

16 Julho 2018 | 11h09

LONDRES - O agente nervoso Novichok com o qual um casal foi intoxicado em Amesbury, no sul da Inglaterra, em 30 de junho, estava em um frasco de perfume, afirmou nesta segunda-feira, 16, o irmão de Charlie Rowley, uma das vítimas.

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Em entrevista à BBC, Matthew Rowley contou que seu irmão - que continua internado em estado grave -, pegou na rua um frasco de perfume que continha a substância.

O homem, de 45 anos, e sua companheira Dawn Sturgess, de 44, estiveram expostos a este agente nervoso, que provocou a morte da mulher em 8 de julho.

No entanto, a polícia encarregada da investigação rejeitou comentar o testemunho realizado pelo parente da vítima.

Na sexta-feira, os agentes britânicos já haviam informado que em 11 de julho haviam encontrado "uma pequena garrafa durante a revista na residência de Charlie Rowley em Amesbury", que foi levada até o Laboratório de Defesa, Ciência e Tecnologia em Porton Down em Wiltshire para a realização da correspondente análise.

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Depois dos testes, os cientistas confirmaram que a substância que continha na garrafa era Novichok. "Serão realizadas mais provas científicas para tentar determinar se é do mesmo lote que contaminou o ex-espião russo Serguei Skripal e sua filha Yulia em março", agregaram as autoridades.

A polícia britânica também informou que as revistas que estão acontecendo em Salisbury e Amesbury poderiam durar meses até conseguir compilar cerca de 400 amostras.

Por sua vez, o filho da morta, Ewan Hope, de 19 anos, fez uma chamada dirigida ao presidente americano, Donald Trump, para que exponha seu caso ao líder russo, Vladimir Putin - os dois se reúnem nesta segunda em Helsinque, na Finlândia.

"Não concordo com as políticas de Trump e nunca as apoiarei, mas eu gostaria que falasse do caso da minha mãe ao governante russo", declarou ao jornal "Sunday Mirror". "Precisamos fazer justiça pela minha mãe", disse.

Cerca de cem detetives antiterroristas participam da investigação, às quais foram convidados também especialistas independentes da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) com o objetivo de confirmar a identificação do Novichok, um composto fabricado pela União Soviética entre os anos 70 e 90. / EFE e AFP

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