AP Photo/Matt Dunham
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Agente neurotóxico que envenenou ex-espião russo tinha ‘forma líquida’

Segundo o Ministério britânico de Meio Ambiente, a maior concentração da substância foi encontrada na casa de Serguei Skripal e utilizada em uma ‘quantidade muito pequena’

O Estado de S.Paulo

17 Abril 2018 | 15h09

LONDRES - O agente neurotóxico que envenenou o ex-espião Serguei Skripal e sua filha, Yulia, no dia 4 de março em Salisbury, sul da Inglaterra, tinha "forma líquida", informou nesta terça-feira, 17, o Ministério britânico de Meio Ambiente (Defra, na sigla em inglês).

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Segundo o departamento, a maior concentração da substância, do tipo Novichok, foi encontrada na casa de Skripal, ainda que tenha sido utilizada uma "quantidade muito pequena".

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Além disso, as autoridades britânicas realizarão uma limpeza profunda em nove locais de Salisbury e advertiram aos moradores da região que haverá uma grande movimentação de pessoas uniformizadas que farão este trabalho.

Os Skripal foram encontrados inconscientes após terem sido intoxicados com um agente neurotóxico de fabricação militar, segundo as autoridades britânicas, que culparam a Rússia pelo ataque.

Na semana passada, o hospital Salisbury District confirmou que Yulia Skripal recebeu alta, sem especificar sua localização, mas a imprensa indicou que ela está em um lugar seguro. O pai, no entanto, ainda permanece hospitalizado e seu estado melhorou, de acordo com os médicos.

A filha do ex-espião russo indicou na semana passada que não deseja falar com funcionários consulares russos, apesar de ter recebido essa oferta.

O governo da primeira-ministra britânica, Theresa May, decidiu expulsar em março 23 diplomatas russos, enquanto Moscou fez o mesmo como resposta. Pouco depois, 14 países da União Europeia (UE), além de EUA, Canadá e Ucrânia, também decidiram expulsar representantes russos em solidariedade ao Reino Unido. / EFE

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