Agentes da CIA são condenados por sequestro na Itália

Vinte e três americanos e dois italianos receberam penas de três a cinco anos de prisão.

BBC Brasil, BBC

04 Novembro 2009 | 17h30

Um tribunal na Itália condenou nesta quarta-feira 23 agentes americanos da CIA (a agência de inteligência dos Estados Unidos) e dois agentes italianos por participação no sequestro de um clérigo muçulmano em 2003.

O clérigo Hassan Mustafa Osama Nasr, conhecido como Abu Omar, disse que foi sequestrado quando caminhava pelas ruas de Milão.

Ele afirma ter sido colocado em um voo secreto para a Alemanha e depois para o Egito, onde alega que foi torturado até ter sido solto sem nenhuma acusação.

Entre os agentes condenados está o chefe da CIA em Milão, Robert Lady, que foi sentenciado a oito anos de prisão.

Os outros americanos receberam sentenças de cinco anos de prisão e os dois italianos, de três anos de prisão. Outros três americanos e cinco italianos foram absolvidos.

À revelia

Os réus americanos foram condenados à revelia porque não estão na Itália, e o governo dos Estados Unidos se recusa a extraditá-los.

O julgamento começou em junho de 2007 e é considerado um marco por ter sido o primeiro em que agentes da CIA foram julgados em outro país por envolvimento na captura de suspeitos de atividades terroristas em um país para levá-los a outro país para interrogatórios.

Reagindo à condenação, o porta-voz do Departamento de Estado americano, Ian Kelly, disse que o governo Obama está "decepcionado com os veredictos".

"O juiz ainda não emitiu um parecer por escrito, por isso não estamos na posição de fazer mais comentários sobre a decisão", completou.

Advogados dos réus indicaram que irão apelar contra as condenações. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Mais conteúdo sobre:
itália cia

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.