Agora, Palestina quer ser membro não pleno

Um ano depois de fracassar na tentativa de incluir a Palestina como membro pleno das Nações Unidas, o presidente palestino, Mahmoud Abbas, voltou ao plenário da Assembleia-Geral dizendo que seu objetivo agora é ser reconhecido como Estado não membro.

NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2012 | 03h07

Ao longo do discurso, minutos antes de Binyamin Netanyahu subir ao mesmo pódio, Abbas atacou duramente Israel, usando palavras como "racista" e "apartheid" para descrever a ocupação.

"Os acontecimentos do último ano apenas confirmaram o que havíamos advertido - o catastrófico perigo da colonização racista dos israelenses em nosso país", disse Abbas logo ao iniciar o seu discurso, expondo uma série de dados, incluindo a quantidade de palestinos nas prisões israelenses (5 mil), as restrições ao uso da água, os ataques cometidos por colonos (535) e a demolição de casas (510).

No discurso, Abbas acusou Israel de adotar um "discurso extremista", incitando a "violência religiosa". "Essas ações são uma licença para continuar com a política de desapropriação e limpeza étnica, encorajando um sistema de apartheid contra o povo palestino", acrescentou.

Abbas também lamentou o fracasso das negociações, que completarão duas décadas no ano que vem. Ao longo do mandato de Barack Obama, praticamente não houve diálogo entre as partes. / G.C.

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