Agora, um premiê interino e nenhuma certeza sobre futuro

O Líbano está sem governo desde ontem. Mas esta não é a primeira vez que isso ocorre. Em 2007, com o fim do mandato do então presidente, Emile Lahoud, e a falta de um acordo para escolher um sucessor, a presidência libanesa ficou vaga por um semestre.

Gustavo Chacra, O Estado de S.Paulo

13 de janeiro de 2011 | 00h00

Cabe ao presidente Michel Suleiman escolher um premiê interino até que seja formado um novo governo. O processo pode demorar meses. O nome provável seria o de alguma figura sunita sem ligações políticas atuais, ou mesmo o retorno de Saad Hariri em um novo acordo com o Hezbollah. Outra saída seria convocar eleições.

Todo o problema envolve o tribunal da ONU que investiga a morte do ex-premiê Rafik Hariri, pai do premiê. Membros do Hezbollah devem ser indiciados e o governo libanês deveria se pronunciar. Se Hariri, sempre defensor do tribunal internacional, aceitasse a decisão, bateria de frente com a organização xiita. Neste caso, poderia haver um conflito civil no qual, certamente, o Hezbollah sairia vencedor.

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