Agressão a deputados suspende sessão da Constituinte boliviana

Universitários, contrários à reforma de Evo, detonaram dinamite e queimaram pneus diante da Assembléia

Afp e Efe, O Estadao de S.Paulo

10 de novembro de 2007 | 00h00

A Assembléia Constituinte, paralisada há 13 semanas, suspendeu ontem a retomada de seus trabalhos por causa de violentos protestos de organizações civis opostas ao governo de Evo Morales. Dezenas de universitários detonaram cartuchos de dinamite e queimaram pneus diante do teatro onde a assembléia se reuniria e agrediram deputados do partido governista Movimento Ao Socialismo (MAS)."Suspendemos os trabalhos por falta de garantias de segurança", afirmou a presidente da Assembléia, Silvia Lazarte, sem dizer quais medidas seriam tomadas. A deputada governista Peregrina Cusi, disse que sua pernas haviam sido golpeadas. "Me agarraram e me socaram", disse o líder do bloco do MAS, o quíchua Ramón Loayza. "Me deram um chute na cara", lamentou outro deputado governista, Raul Prada, exibindo um ferimento no lábio inferior.Os estudantes, ligados ao direitista comitê cívico de Chuquisaca, cuja capital é Sucre, querem que a Assembléia discuta sua exigência de que as sedes do governo e do Parlamento voltem à cidade de Sucre, onde estavam até 1899, quando foram transferidas a La Paz.Sucre continua sendo a capital oficial do país, mas abriga somente o Poder Judiciário e, temporariamente, a Constituinte - que está à beira do fracasso por causa da disputa. A Assembléia, instalada em agosto de 2006, tem até 14 de dezembro para apresentar a Constituição, mas até agora não aprovou um único artigo.

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