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Agressor de Ansbach ameaçou Alemanha em vídeo prévio ao atentado

Mohamed Dalil, que detonou explosivo nos arredores de um festival de música ao ar livre no domingo afirmou ser um 'soldado do Estado Islâmico' e prometeu que próximos ataques no país serão com 'carros-bomba'

O Estado de S. Paulo

26 Julho 2016 | 09h43

BERLIM - O autor da explosão ocorrida no domingo na cidade alemã de Ansbach tinha ameaçado o país em um vídeo gravado antes do atentado suicida e divulgado na internet, no qual prometeu que "da próxima vez não haverá artefatos em cinturões explosivos, mas carros-bomba".

O responsável do ataque que deixou 15 feridos se identifica como "Mohamed Dalil, soldado do (grupo terrorista) Estado Islâmico (EI) que realizou o ataque em Ansbach" e jura lealdade ao líder dessa organização, Abu Bakr al-Baghdadi, em uma gravação divulgada pela agência "Amaq", vinculada aos jihadistas.

Além disso, Dalil afirma que tomou a decisão de perpetrar o ataque "em resposta aos crimes cometidos pela coalizão internacional com a participação da Alemanha (...) contra a religião de Alá e seu profeta".

O agressor também indica que os cidadãos dos países-membros dessa aliança que bombardeia posições do EI no Iraque e Síria "não poderão viver enquanto combaterem o Estado Islâmico". "Verão a morte em suas próprias casas."

"Digo ao povo alemão que vosso Estado é o que lhes assassina. O Estado Islâmico não começou a guerra, vossos aviões bombardeiam sem distinguir entre homens, mulheres e crianças", acrescentou. O agressor também afirmou que "os soldados do EI estão preparados para seguir, já que depois desta bendita operação, seguirão outras".

O vídeo foi achado pela polícia alemã no celular de Dalil, um jovem sírio solicitante de asilo no país germânico. Segundo a autópsia, o homem de 27 anos tinha "ferimentos de guerra" nas pernas e nos pés.

No domingo, ele explodiu uma bomba caseira que feriu 15 pessoas nos arredores de um festival de música ao ar livre em Ansbach, cidade de cerca de 40 mil habitantes do estado da Baviera, no sul da Alemanha. / EFE

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