REUTERS/Philippe Wojazer
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Agressor de Notre-Dame era principiante e se radicalizou pela internet

Farid Ikken é ex-jornalista e vivia na França legalmente, como estudante de doutorado

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2017 | 16h48

PARIS - Farid Ikken, que agrediu dois policiais em frente à catedral de Notre-Dame na terça-feira, 6, era principiante e aparentemente se radicalizou pela internet, informou Francois Molins, procurador de Paris.

Segundo o oficial, o estudante de doutorado argelino, de 40 anos, está sendo acusado de tentativa de homicídio, conexão com o terrorismo e de conspiração terrorista.

Molins contou que o homem tinha perfil de ser iniciante. "Hoje, o terrorismo muda de forma e estamos nos confrontando com uma ameaça interna, de indivíduos que realizam projetos aqui quando têm dificuldades de se juntar às zonas de guerra", disse.

Segundo Molins, Ikken é um ex-jornalista nascido em Akbou, na Argélia, e estava vivendo legalmente na França como estudante de doutorado da universidade Cergy-Pontoise. Investigadores vasculharam sua casa, no subúrbio de Paris, e encontraram uma declaração de fidelidade ao Estado Islâmico. Ele até mesmo se apresentou como "soldado do califado".

Os policiais também encontraram um laptop e dispositivos USB com propaganda extremista, fotos e vídeos dos ataques em Londres, Paris, Bruxelas, em uma Igreja francesa na Normandia, e da guerra na Síria. Não foi identificada, porém, qualquer existência de contato com pessoas na Síria e Iraque.

Segundo Molins, a família e amigos não identificaram sinais de radicalização e o descreveram como social e psicologicamente "isolado".

Durante o ataque, ele carregava um martelo e duas facas de cozinha e gritava "Isso é pela Síria". O agressor foi baleado por policiais e recebeu tratamento hospitalar. / AP

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