Oren Ziv/Efe
Oren Ziv/Efe

'Agressores pagarão caro', ameaça Netanyahu

Primeiro-ministro de Israel promete resposta a homens armados que mataram oito no sul do país

Associated Press

18 de agosto de 2011 | 15h23

Atualizado às 20h51

 

JERUSALÉM - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, alertou nesta quinta-feira, 18, que todos que atacarem o país "pagarão um preço muito alto". As declarações do premiê são feitas no mesmo dia em que oito israelenses morreram em atentados ocorridos perto da fronteira com o Egito.

 

Veja também:

linkEUA pedem reforço da segurança no Sinai

linkHamas nega autoria, mas elogia ataque

linkAtaques matam oito em Israel e elevam tensão no Sinai

linkIsrael responde a ataque e mata seis em Gaza 

 

Os ataques ocorreram na cidade de Eilat, no sul de Israel, onde homens armados entraram no país a partir do território egípcio e abriram fogo contra veículos civis e um posto militar na cidade. Sete agressores morreram no atentado. Em resposta, as forças israelenses bombardearam Gaza e mataram seis pessoas, entre elas um dirigente dos Comitês Populares de Resistência.

 

Netanyahu afirmou que os ataques representam uma "séria violação da soberania de Israel" e disse que o país não vai se curvar diante das agressões. As declarações do premiê foram respaldadas por Tzipi Livni, líder opositora, que disse que os incidentes requerem uma reposta israelense e que apoiará as decisões do governo.

 

O ministro da Defesa, Ehud Barack, também se pronunciou, dizendo que se trata de uma série de atentados ocorridos em "vários locais". "Os incidentes mostram que o Egito está perdendo o controle no Sinai e da ampliação das operações terroristas na área. A fonte desses ataques é Gaza e nós vamos preparar uma resposta com força total", alertou.

 

O Hamas, facção palestina radical que controla Faixa de Gaza, negou a autoria dos ataques. O grupo é considerado uma organização terrorista por Israel, já que não reconhece Estado judeu.

 

O incidente desta quinta elevou as tensões na região do Sinai e gerou críticas ao governo do Egito sobre a falta de controle na região, que tem sido palco de ataques a delegacias e oleodutos nos últimos meses. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.