Águas começam a baixar em Dresden; cheia continua

As autoridades da cidade de Dresden, castigada pela maior enchente do Rio Elba dos últimos 150 anos, avaliam se a vazante já permite a volta dos milhares de moradores removidos de suas casas. Enquanto isso, helicópteros transportam sacos de areia para reforçar os diques que tentam conter os rios do leste da Alemanha. Trabalhadores se esforçam para defender cidades como Wittenberg, terra natal de Martinho Lutero. No Elba, um dique cedeu durante a noite em Wittenberg, inundando diversas ruas. Em Dresden, as autoridades informam que já é possível devolver alguns moradores a suas casas. Muitos bairros ainda estão submersos, mas o Elba já desceu cerca de meio metro em relação à cheia história de 9,4 metros, registrada ontem. Mais ao norte, a cidade de Magdenburg começa a remover moradores, enquanto a crista da onda do Elba desloca-se rumo ao Mar do Norte. O chanceler alemão, Gerhard Schroeder, deve se encontrar ainda hoje com o presidente da Comissão Européia, Romano Prodi, e líderes da República Checa, Áustria e Eslováquia, para discutir como enfrentar a devastação causada pelas cheias na Europa Central. Apenas na Alemanha, onde os políticos já se referem ao trabalho adiante como o maior projeto de reconstrução desde a II Guerra Mundial, o custo é estimado em ? 15 bilhões. A Rússia, também se recuperando das enchentes, informa que enviará equipamento para bombear água e sondar a estrutura de prédios afetados à Alemanha e especialistas em transporte à capital checa, Praga.

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