Ahmadinejad acusa os EUA de tentarem ocupar o Líbano

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou nesta terça-feira que o propósito de Israel ao atacar o Líbano é facilitar a ocupação do país pelos Estados Unidos.Em declaração na 3ª Reunião do Parlamento Estudantil em Teerã, Ahmadinejad disse que os EUA querem ocupar o Líbano depois de fracassarem em sua tentativa de pressionar o Irã com a questão nuclear e depois de cercar seu país a partir do Iraque e do Afeganistão."Alguns países ocidentais querem, há vários séculos, controlar a região (do Oriente Médio) e para isso prepararam o terreno com a desculpa do Holocausto para poder realizar seus desejos", disse Ahmadinejad no fórum.O presidente iraniano voltou a condenar os ataques de Israel ao Líbano e à Faixa de Gaza, e lembrou que não é justo que existam países que tenham segurança enquanto outros estão imersos em conflitos.Rússia tenta conciliaçãoO vice-ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Saltanov viajará nesta terça ao Oriente Médio em um esforço diplomático para colocar fim às hostilidades entre as milícias xiitas no Líbano e Israel, informou a Chancelaria russa.Saltanov visitará "países da região", afirmou a nota oficial, sem precisar o itinerário da viagem. O comunicado acrescentou que o vice-ministro de Exteriores russo terá reuniões "com os dirigentes dos países da área, centradas no fim das hostilidades e da escalada da tensão entre Israel e Líbano, e a Autoridade Nacional Palestina e Israel".Segundo a Chancelaria russa, em sua viagem pelo Oriente Médio, Saltanov expressará o apoio da Rússia às recentes propostas do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, sobre o envio de forças internacionais de estabilização à área do conflito.França defende a diplomaciaO ministro francês de Assuntos Exteriores, Philippe Douste-Blazy, disse nesta terça que acredita que a crise no Oriente Médio deve ser resolvida por meio da diplomacia.Após visitar o Líbano na segunda-feira, acompanhando do primeiro-ministro francês, Dominique de Villepin, o ministro disse à rede de TV France2 que é "indispensável deter a louca espiral que não leva a lugar nenhum", em alusão aos confrontos entre Israel e a milícia xiita libanesa Hezbollah."Mais que nunca, é o momento da diplomacia. A única solução é retomar o processo político", afirmou Douste-Blazy, que acrescentou que a França pede, por uma parte, a libertação dos três soldados israelenses em poder do Hamas e do Hezbollah, assim como o desmantelamento da milícia xiita e a suspensão do lançamento de foguetes contra o território de Israel.Por outro lado, o país pede a Israel que tenha uma reação "proporcional e que (...) não castigue o Líbano (...)".Além disso, o presidente francês, Jacques Chirac, reuniu-se nesta terça em Paris com Villepin, que o informou sobre sua breve visita a Beirute, onde se reuniu com autoridades libanesas. O primeiro-ministro manifestou a solidariedade e o apoio da França diante da crise.Chirac pediu ao premiê que viajasse ao Líbano, país que é um dos principais parceiros econômicos da França. A conexão entre os dois países é evidente no uso do idioma francês e na proximidade cultural.O chefe da diplomacia francesa confirmou que mais de mil pessoas serão transferidas de Beirute para Larnaca (Chipre), na operação de repatriação de franceses que querem abandonar o Líbano devido à deterioração da situação.Em um barco fretado com urgência, as autoridades francesas retiraram do Líbano e levaram a Larnaca na noite passada cerca de 750 franceses e 150 pessoas de outros países ocidentais.Na cidade cipriota, começará a funcionar nesta segunda uma ponte aérea com Paris em sua escala. A operação que utiliza barcos e aviões continuará nos próximos dias. Cerca de 8 mil franceses solicitaram sua retirada do país.

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