Ahmadinejad: crise no Egito anuncia novo Oriente Médio

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou hoje que os protestos populares no Egito anunciam o surgimento de um novo Oriente Médio islâmico, no qual não haverá sinais de Israel nem da "ingerência" dos Estados Unidos. O líder iraniano falou no 32º aniversário da Revolução Islâmica de 1979, que derrubou o xá (monarca) Mohammad Reza Pahlavi e instaurou o regime dos aiatolás no país persa.

AE, Agência Estado

11 de fevereiro de 2011 | 11h22

Enquanto Ahmadinejad falava, a televisão estatal transmitia imagens simultâneas ao vivo da concentração na Praça Azadi (Liberdade), de Teerã, e da Praça Tahrir, no Cairo, epicentro dos protestos no Egito. "Apesar dos desígnios complicados e satânicos (do Ocidente), surge um novo Oriente Médio, sem o regime sionista nem a ingerência norte-americana, um lugar onde não haverá espaço para as potências arrogantes", afirmou o presidente iraniano.

No discurso, Ahmadinejad pediu que os egípcios sejam cuidadosos. "Eles (os EUA) adotam uma face amiga dizendo ''nós somos amigos do povo do norte da África e dos países árabes'', mas estejam cuidadosos e unidos. Vocês serão vitoriosos", afirmou.

O Irã não tem laços diplomáticos com o Egito. O país já demonstrou seu apoio ao levante popular contra o presidente Hosni Mubarak, e o supremo líder iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, pediu a instauração de um regime islâmico na nação árabe.

A Revolução Islâmica de 1979 derrubou um importante aliado dos EUA na região. As relações diplomáticas entre Irã e EUA foram rompidas pouco depois, e seguem assim desde então. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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