Vahid Salemi/AP
Vahid Salemi/AP

Ahmadinejad critica Judiciário por prisão de ex-promotor

Saeed Mortazavi é aliado do presidente do Irã; seu escritório não forneceu qualque razão para a prisão

AE, Agência Estado

05 de fevereiro de 2013 | 11h09

TEERÃ - O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, criticou o Judiciário do país pela prisão do ex-promotor do Irã e seu aliado Saeed Mortazavi, em meio a uma disputa política. O escritório do promotor do Irã não forneceu qualquer razão para a prisão.

Mortazavi foi preso segunda-feria e transferido para a notória prisão iraniana Evin, onde muitos prisioneiros políticos e jornalistas foram detidos durante anos, de acordo com reportagens da imprensa.

Ahmadinejad chamou a prisão de uma "ação muito feia", dizendo que procurará saber sobre a situação de Mortazavi, depois de retornar de sua viagem de três dias ao Egito, afirmou a agência oficial de notícias Irna.

Mortazavi foi suspenso em agosto de 2010 junto com outros juízes pela morte de três manifestantes contrários ao governo em uma prisão após o resultado da eleição presidencial de 2009, que reelegeu Ahmadinejad.

Uma investigação parlamentar acusou o ex-promotor de ser responsável por enviar manifestantes para Kahrizak, um centro de detenção no sul de Teerã, e pediu que ele fosse punido. O caso ainda está sob investigação.

Mortazavi estava no centro de uma sessão parlamentar no último domingo, quando a inimizade entre o governo do Irã e o Parlamento se espalhou e Ahmadinejad acusou o presidente da Câmara, Ali Larijani, e a família dele de nepotismo e corrupção.

Larijani e os quatro irmãos dele, que ocupam posições importantes no regime, formam uma das mais influentes famílias do Irã. O aiatolá Sadegh Larijani comanda o Judiciário.

Ahmadinejad mostrou no domingo uma gravação na qual uma voz, que seria de Fazel, um dos irmãos Larijani, tenta, supostamente, subornar Mortazavi ao pedir um favor em troca de apoio político do Parlamento e do Judiciário.

Nesta terça-feira, Ahmadinejad renovou o ataque verbal, afirmando que "o Judiciário não é uma organização especial (para servir) uma família", fazendo referência aos Larijanis.

As informações são da Associated Press

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