Ahmadinejad defende 'direitos nucleares' do Irã

Iraniano sugere a criação do grupo 6+1 e quer cooperação com o Ocidente com base na igualdade

Efe

08 de dezembro de 2010 | 09h56

TEERÃ - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, reiterou nesta quarta-feira, 7, que seu país não renunciará aos seus direitos de manter um programa nuclear e seguirá com os projetos para construir 20 novas centrais nucleares.

 

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Ahmadinejad pediu à comunidade internacional que aceite os planos iranianos e reconheça a igualdade de todos os países ente o assunto. "O Irã jamais dará um passo atrás na defesa dos direitos de seu povo no ciclo do combustível atômico, nem mesmo em seu direito de enriquecer urânio a 20% e a construir novas usinas", disse o presidente.

 

O iraniano disse que seria conveniente para o Ocidente "colaborar com o Irã no projeto nuclear". "O Irã está disposto a colaborar com a comunidade internacional na fabricação de produtos atômicos, no intercâmbio de tecnologias e na solução de problemas", disse Ahmadinejad.

 

Para uma colaboração que dê resultados, Ahmadinejad disse que as relações devem se dar em uma base de igualdade e que seja criado o grupo 6+1, que incluiria o Irã no grupo de potências nucleares.

 

O 5+1, formado por Alemanha, EUA, China, França, Rússia e Reino Unido, discute o programa nuclear da República Islâmica. As potências suspeitam que o Irã planeje desenvolver armas atômicas, mas Teerã nega e garante que enriquece urânio com fins pacíficos.

 

No início da semana, o 5+1 e o Irã voltaram a negociar, depois de 14 meses, o programa nuclear iraniano. Ficou estabelecido que em janeiro ou fevereiro de 2011 haverá mais discussões entre as partes.

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