Ahmadinejad diz em discurso na ONU que capitalismo está morrendo

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse nesta terça-feira em sessão da Assembleia Geral da ONU sobre a pobreza mundial que o capitalismo está a beira da morte e está na hora de se adotar um novo sistema econômico.

REUTERS

21 de setembro de 2010 | 14h34

"A ordem discriminatória do capitalismo e as hegemonias estão diante da derrota e estão chegando perto de seu fim", disse Ahmadinejad à Assembleia, que está reunida para discutir os avanços dos programas da ONU para reduzir a pobreza até 2015.

"As estruturas não democráticas e injustas dos órgãos tomadores de decisão nos campos da política e da economia internacional são as razões por trás da crise que a humanidade vive hoje", acrescentou, de acordo com a tradução de seu discurso.

Ahmadinejad, que no passado já atraiu grandes públicos para discursos na ONU, falou diante de um salão praticamente vazio nesta terça-feira.

Não ficou claro se a incomum pequena presença de pessoas aconteceu devido ao menor interesse em Ahmadinejad desde seu primeiro discurso à Assembleia cinco anos atrás ou se porque ele foi um dos primeiros a falar na sessão da manhã, que começou às 9h do horário local.

Ahmadinejad não ofereceu nenhuma alternativa clara ao capitalismo, mas disse que o mundo precisa de uma "ordem justa e humana à luz da qual os direitos de todos sejam preservados e a paz e a segurança sejam garantidas".

Ahmadinejad vai discursar novamente na Assembleia Geral na quinta-feira.

(Reportagem de Louis Charbonneau)

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