Ahmadinejad diz que sanções 'não valem um centavo' e 'vão para o lixo'

Autoridades iranianas ainda afirmam que medidas não interromperão programa nuclear

Reuters e estadão.com.br

09 de junho de 2010 | 12h51

TEERÃ - O Irã rejeitou a aprovação de um novo pacote de sanções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) ao país por conta de seu programa nuclear e considerou a medida um erro, informou nesta quarta-feira, 9, o porta-voz do Ministério de Exteriores do Irã. O presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad, também criticou a decisão e disse que as sanções "vão para o lixo".

 

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"As resoluções votadas pela ONU não valem um único centavo para a nação iraniana", declarou o presidente iraniano no Tajiquistão, onde está em viagem. "Disse às potências que essas resoluções são trapos usados e deve ir direto para o lixo", completou Ahmadinejad.

 

A chancelaria iraniana também condenou a decisão. "A resolução é um erro, não é um passo construtivo para solucionar a questão nuclear. Isso só vai fazer a situação se complicar ainda mais", disse Ramin Mehmanparast momentos depois de o Conselho de Segurança anunciar a decisão.

 

O enviado do Irã à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Ali Asghar Soltanieh, também se pronunciou após a decisão do Conselho e afirmou que as sanções não impedirão seu país de continuar com o enriquecimento de urânio. "Nada vai mudar. A República Islâmica vai continuar suas atividades de enriquecimento de urânio", disse.

 

Cooperação

 

O Parlamento do Irã anunciou que revisará o nível de cooperação com a AIEA logo após a reunião do Conselho de Segurança. "O Parlamento revisará a cooperação com a agência com urgência", anunciou o parlamentar Alaeddin Boroujerdi, segundo a agência de notícias Irna.

 

O Conselho de Segurança da ONU aprovou por 12 votos a três a nova resolução que impõe uma quarta rodada de sanções contra o Irã por conta de seu programa nuclear. Apenas Brasil, Turquia e Líbano votaram contra as medidas, que preveem restrições contra bancos, a Guarda Revolucionária, o sistema de mísseis do país e o congelamento de investimentos ligados ao enriquecimento de urânio.

 

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As sanções eram pretendidas pelas potências nucleares pelos temores de que o Irã enriqueça urânio para produzir armas atômicas. Teerã, porém, nega tais alegações e afirma que mantém o programa nuclear apenas para fins civis.

 

(Atualizado às 15h10)

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