Ahmadinejad sugere que EUA estão por trás do 11 de setembro

Declarações de presidente iraniano fazem delegação americana deixar Assembleia da ONU

estadão.com.br

23 de setembro de 2010 | 17h23

 

NOVA YORK - A delegação dos EUA e de outros países ocidentais se retiraram do salão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) durante o discurso do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, logo após este insinuar que os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 foram uma conspiração americana.

 

Em seu discurso na Assembleia, que ocorre na sede da ONU, em Nova York, Ahmadinejad disse que a maioria dos governantes americanos acredita que os atentados perpetrados contra o World Trade Center e contra o Pentágono foram realizados pela organização terrorista Al-Qaeda. O iraniano, porém, disse que outra teoria aponta que "alguns segmentos dentro do governo americano orquestraram o ataque para reverter o declínio da economia do país e para salvar o regime sionista".

 

"A maioria dos americanos, assim como a maioria dos políticos e nações de todo o mundo, concordam com esta visão", disse Ahmadinejad, fazendo com que a delegação dos EUA e de vários países europeus deixassem o salão.

 

Os EUA, imediatamente após as declarações do líder iraniano, deploraram o discurso, classificando-o como "detestável". "Antes de representar as aspirações e a boa vontade do povo iraniano, Ahmadinejad escolheu mais uma vez sobre teorias de complô e usar palavras antissemitas detestáveis e delirantes", disse Mark Kornblau, porta-voz da delegação americana.

 

Um diplomata disse que as delegações europeias que deixaram o salão o fizeram em solidariedade aos EUA.

 

Discurso

 

Ahmadinejad disse que o capitalismo e a atual ordem mundial são incapazes de trazer soluções para os problemas do mundo e falou sobre os problemas mais recentes envolvendo o islamismo e o seu país.

 

Com um Alcorão nas mãos, ele discursou sobre as ameaças de um pastor de uma igreja na Flórida de queimar exemplares do livro sagrado do Islã e, posteriormente, falou sobre os quatro pacotes de sanções que o Conselho de Segurança da ONU aprovou contra o seu país.

 

O líder criticou alguns membros do Conselho ao dizer que eles consideram "armas e energia nuclear a mesma coisa", acusou os EUA de aumentar seu arsenal nuclear em vez de diminuí-lo e pediu um mundo livre de armas atômicas.

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