Ahmadinejad visita Líbano e causa temor na região

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, chegou hoje ao Líbano para uma controversa visita que o levará perto da fronteira com Israel. A viagem de Ahmadinejad é vista como um incentivo ao movimento xiita libanês do Hezbollah. Milhares de pessoas saudaram a chegada do político iraniano ao país.

AE-AP, Agência Estado

13 de outubro de 2010 | 11h49

O líder conservador foi saudado no aeroporto pelo presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, e por uma delegação de políticos do Hezbollah. Ele foi, então, levado ao palácio presidencial, nas proximidades da capital, Beirute, para uma cerimônia oficial de boas vindas. Ahmadinejad também se reuniu com o presidente libanês, Michel Sleiman.

É a primeira visita de Estado de Ahmadinejad ao Líbano, realizada no momento em que crescem as tensões entre o Hezbollah e os partidos do governo apoiados pelo Ocidente. O Hezbollah encorajou a multidão, em sua maioria xiita, a receber o líder iraniano. Muitos sunitas e cristãos temem que o grupo libanês e Teerã queiram impor sua vontade ao Líbano e talvez forçar um conflito desse país com os israelenses.

Em entrevista coletiva ao lado de Suleiman, Ahmadinejad disse que seu país e o Líbano se opõem "à agressão e aos crimes cometidos pelo regime sionista e por aqueles que o apoiam", em uma referência a Israel. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores israelense disse que a visita é uma provocação. "Ele vem para uma região bastante volátil para brincar com fogo", afirmou Yigal Palmor.

Hillary

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse hoje rejeitar qualquer esforço para desestabilizar o Líbano. "Os Estados Unidos apoiam a integridade e a soberania do Líbano. Nós rejeitamos quaisquer esforços para desestabilizar ou inflamar as tensões dentro do Líbano", afirmou Hillary em Kosovo, onde ela se encontra com líderes políticos durante uma visita de dois dias aos Bálcãs.

"Nós não gostaríamos que nenhum visitante faça ou diga nada que possa dar espaço para uma tensão ou instabilidade maior naquele país", disse Hillary, em aparente referência a Ahmadinejad. Com informações da Dow Jones.

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